Entenda o Câncer de Mama

O câncer de mama é um dos tipos mais frequentes em mulheres no mundo. Estima-se que uma em cada 8 mulheres terá um diagnóstico ao longo da vida, o que representa cerca de 12,5% da população feminina. Segundo dados recentes, o Brasil registra mais de 70 mil novos casos da doença por ano, sendo responsável por aproximadamente 18 mil mortes anuais.
Você sabia que cerca de 10% dos casos de câncer de mama estão relacionados a fatores hereditários e mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2? Ainda assim, a maioria dos casos é esporádica, o que torna a prevenção e o diagnóstico precoce ferramentas fundamentais.

Quando diagnosticado em estágios iniciais, o câncer de mama tem mais de 95% de chances de cura. Infelizmente, muitas mulheres ainda descobrem a doença em fases avançadas, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular e da realização de exames preventivos.

+ 10%

Estão relacionados com fator hereditário ou mutações

+ 95%

Chances de cura diagnosticado em estágios iniciais.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento do câncer de mama, como idade (incidência aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos),, história familiar, uso de álcool, mamas densas, excesso de peso, sedentarismo, uso prolongado de reposição hormonal, além da presença de alterações genéticas como os genes BRCA1 e BRCA2. É importante lembrar que o câncer também pode surgir mesmo na ausência desses fatores.

+50 anos

Maior probabilidade de desenvolver câncer de mama

Fique atenta

a sinais como:

Nódulos

Alteração no formato ou tamanho da mama

Retração da pele ou do mamilo

Vermelhidão, dor ou inchaço

Secreção pelo mamilo

Quanto antes descoberto, maiores as chances de cura

Mesmo após o diagnóstico, entender como a prevenção e o rastreio funcionam ajuda você a se sentir mais segura e consciente nas próximas etapas. A mamografia e os exames de imagem são parte essencial desse processo, mas o principal é saber que agir cedo faz toda a diferença. Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e cirurgias mais conservadoras, além de aumentar muito as chances de cura.
Aqui, você terá um acompanhamento que valoriza esse olhar atento e cuidadoso desde o início, com uma equipe que entende a urgência e respeita a sua história.

Orientações para rastreamento

Mulheres até 40 anos

Somente se houver alto risco ou alterações nas mamas

De 40 a 69 anos

Mamografia anual

Acima de 70 anos

Rastreamento individualizado conforme orientação médica

A associação de ultrassonografia e/ou ressonância pode ser necessária em alguns casos.

Exames diagnósticos

Sistema de

Classificação BI-RADS

Principais tipos

de câncer de mama

Carcinoma ductal in situ

Estágio inicial, restrito as células dos ductos mamários (os canais que conduzem o leite dos lóbulos), não possui capacidade de gerar metástases pois está restrito ao local onde surgiu.

Carcinoma ductal invasivo

É o tipo mais comum de câncer de mama. Ele tem capacidade de crescer, invadir tecidos ao redor e, se não tratado, pode gerar metástase — quando as células cancerígenas se espalham da mama para outras partes do corpo, como ossos, fígado ou pulmões.

Carcinoma lobular invasivo

É um subtipo especial de câncer de mama que costuma ser mais difícil de identificar nos exames de imagem. Ele tem maior tendência a afetar ambas as mamas (bilateralidade) e os linfonodos axilares, que são estruturas localizadas nas axilas responsáveis por drenar líquidos e atuar na defesa do organismo.

Tipos especiais

Como carcinoma medular, tubular, mucinoso e papilífero, com características e prognósticos específicos

Subtipos moleculares e Imunohistoquímica

A determinação do subtipo depende do exame patológico de Imunohistoquíca – ele analisa as características biológicas do tumor, avaliando marcadores como receptores hormonais (estrogênio e progesterona), HER2 e Ki67 . Esses dados ajudam a entender o comportamento da doença e são fundamentais para definir o melhor plano de tratamento.

Definição do tratamento

Com base nos resultados, a equipe médica decide qual combinação de tratamentos será mais eficaz. A quimioterapia atua de forma sistêmica, eliminando células tumorais que possam ter se espalhado pelo corpo. A radioterapia é localizada, indicada para reduzir o risco de recidiva na região operada. Já a hormonioterapia é usada quando o tumor responde a hormônios, bloqueando sua ação no organismo.

A ordem desses tratamentos varia de acordo com o estágio da doença e o perfil do tumor. Em alguns casos, o tratamento começa pela cirurgia; em outros, os medicamentos vêm antes, para reduzir o tumor e facilitar a abordagem cirúrgica ou porque é mais urgente tratar sistemicamente a paciente para evitar surgimento de metástases..

O acompanhamento médico contínuo, exames regulares e informação de qualidade fazem toda a diferença para a saúde das suas mamas.